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PPGREAB
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM REABILITAÇÃO E DESEMPENHO FUNCIONAL
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Notícias

Registro Brasileiro de Gêmeos


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Onde estamos!

 

Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)

Endereço:
Campus JK, Rodovia MGT-367, km 583, n. 5000, Alto da Jacuba, Diamantina, MG - 39.100-000

Telefone:
+55 38 3532-1239

E-mail:
registrobrasileirogemeos@gmail.com

Facebook:
facebook.com/gemeosbrasil/

Instagram:
@registrobrasileirogemeos



Quem somos nós

O Registro Brasileiro de Gêmeos (RBG) é um projeto que busca facilitar e apoiar o desenvolvimento, no Brasil, de pesquisas científicas que envolvem a participação de irmãos gêmeos. Para facilitar pesquisas científicas com o apoio de gêmeos, o RBG objetiva formar um registro nacional de gêmeos de todos os sexos e idade dispostos a participar de forma voluntária de pesquisas na área da saúde.
 
O estabelecimento do RBG e das pesquisas realizadas seguem todas as diretrizes éticas da pesquisa em saúde no Brasil (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa - CONEP), sendo a participação dos gêmeos voluntária.
 
O RBG gerenciará o recrutamento dos gêmeos controlando o número de convites para a participação em pesquisas enviados para cada gêmeo, minimizando importuno potencialmente gerado pelo envio excessivo convites.
 
Informações individuais dos gêmeos registrados são confidenciais e o armazenamento e proteção dos dados seguem a regulamentação de proteção aos registros e aos dados pessoais (Lei Nº 12.965, DE 23 abril de 2014).
  

Por que um registro de gêmeos?

Pesquisas com gêmeos utilizam as características genéticas e de desenvolvimento especiais dos gêmeos para estudar questões de saúde e bem-estar relevantes aos gêmeos e a toda a população. O RBG propõe-se, de forma geral, a desempenhar um importante papel no desenvolvimento do conhecimento científico sobre o tratamento e prevenção de condições de saúde, sobre gêmeos e nascimentos múltiplos, e em questões relacionadas à pesquisa genética.
  

Nossa História

Oficialmente, o RBG surgiu no ano de 2013 através do estabelecimento de uma colaboração internacional entre pesquisadores da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade de Sydney (Austrália) e o Registro Australiano de Gêmeos (Twins Research Australia) sediado na Universidade de Melbourne (Austrália).
 
O estabelecimento do RBG permitiu que diversas pesquisas relevantes para a saúde dos gêmeos e da população brasileira sejam realizadas.
  

Nossa equipe

O RBG é coordenado por uma equipe de pesquisadores da UFVJM em parceria com a Universidade de Sydney (Austrália) e Universidade de Melbourne (Austrália).

Posição Pesquisador
Coordenador Científico Dr. Paulo H. Ferreira
Professor
Universidade de Sydney, Austrália
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Coordenador estratégico Dr. Lucas C. Ferreira
Pós-doutorado
Universidade de Melbourne, Austrália
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Coordenador Técnico Dr. Vinicius C. Oliveira
Professor Adjunto
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Brasil
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Pesquisadores de instituições internacionais que colaboram com o RBG

O RBG faz parte do International Society for Twins Studies (ISTS) e está aberto para colaborações entre pesquisadores de todo o mundo.
  

Declaração de Conflito de Interesses

Nenhum dos pesquisadores do RBG possui conflito de interesses de qualquer natureza em relação ao seu estabelecimento e desenvolvimento.
  

Parceiros

O RBG é apoiado e financiado pelas seguintes instituições:
 

Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)


Universidade de Sydney (Austrália)


Universidade de Melbourne (Austrália)


International Society for Twins Studies (ISTS)


Registro Australiano de Gêmeos (Twins Research Australia), Austrália


Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)


Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)


Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG)


Sobre os gêmeos

Existem dois tipos diferentes de gêmeos:

  • Monozigóticos ou idênticos (MZ)
  • Dizigóticos, fraternais ou não idênticos (DZ)

Gêmeos MZ se desenvolvem quando um óvulo é fertilizado por um único espermatozoide e durante as duas primeiras semanas após a concepção, o embrião em desenvolvimento se divide em dois. O resultado é o desenvolvimento de dois bebês geneticamente idênticos.

Gêmeos DZ ocorrem quando dois óvulos são liberados em uma única ovulação e são fecundados por dois espermatozoides diferentes. Esses dois óvulos fertilizados se desenvolvem de forma independente no útero. Os gêmeos DZ possuem a mesma relação genética que irmãos não gêmeos, por isso a nomenclatura gêmeos fraternos.


A frequência de nascimentos de gêmeos

As taxas de natalidade de gêmeos MZ são consistentes entre todas as raças (cerca de 4 a cada 1000 nascimentos), mas a incidência de gêmeos DZ varia entre as raças (8 a cada 1000 nascimentos entre os caucasianos, 16 a cada 1000 nascimentos entre as pessoas de ascendência africana, e 4 a cada 1000 nascimentos entre os asiáticos). A predisposição genética ou característica herdada à geminação DZ existe em algumas famílias, mas a consistência de geminação MZ entre todas as populações sugere que essa é uma ocorrência aleatória não é influenciada por genes.

Um aumento dramático no número de gêmeos DZ, trigêmeos e quadrigêmeos têm ocorrido devido aos novos tratamentos para a infertilidade disponíveis. A maioria dos tratamentos para infertilidade, desenvolvidos a partir da década de 70 envolve o uso de hormônios para estimular a ovulação de mais de um ovo. Em tratamentos em que os óvulos maduros são colhidos e fertilizados fora do corpo da mulher, como é o caso na fertilização in vitro, dois ou mais embriões são rotineiramente transferidos de volta para dentro do útero de modo a aumentar as probabilidades de que pelo menos um embrião se transforme numa gravidez bem sucedida. Surpreendentemente, o tratamento com tecnologias de reprodução assistida também parece aumentar a taxa de geminação MZ, mas os pesquisadores ainda não entendem o motivo.

Toda gravidez múltipla é de alto risco, especialmente se houverem mais de duas crianças. Atualmente, especialistas defendem a transferência de um único embrião de cada vez, e certamente nunca mais do que dois, uma vez que novas técnicas melhoraram as probabilidades de uma gravidez bem sucedida resultante da transferência de um único embrião de alta qualidade.

*Texto traduzido do site de nosso parceiro Registro Australiano de Gêmeos (www.twins.org.au)


Estatísticas Vitais do Brasil

No Brasil, não há estimativas oficiais sobre a taxa de natalidade de gêmeos MZ e DZ. Dados de estatísticas vitais, disponíveis no DATASUS, mostram que no ano de 2012 nasceram vivos 58.571 pares de gêmeos e múltiplos no país. Desse total:

  • 57.138 pares de gêmeos, representando 19,7% de todos os nascimentos;
  • 1.433 trigêmeos e outras ordens de múltiplos, representando 0,05% de todos os nascimentos.

As taxas de nascimentos (nascido-vivos) de gêmeos e múltiplos variam pouco entre as regiões do país, sendo maiores na região Sudeste e Sul, e a região Norte apresentando a menor taxa.

Região Taxa de nascimento de gêmeos (pares e múltiplos)
Norte 15/100 hab.
Nordeste 18/1000 hab.
Sudeste 22/1000 hab.
Sul 22/1000 hab.
Centro-Oeste 19/1000 hab.

Na América Latina de forma geral, uma recente pesquisa demográfica representativa de vários países em desenvolvimento, estimou o nascimento de aproximadamente 9 gêmeos a cada 1000 nascimentos no Brasil (1).

  1. Smits J, Monden C. Twinning across the Developing World. PLoS One. 2011;6(9):e25239.


Monozigótico ou dizigótico?

Pares de gêmeos de sexo oposto são sempre dizigóticos, sendo que os gêmeos DZ compõem cerca de 1/3 (33,3%) de todos os nascimentos de gêmeos. A determinação da zigosidade de pares de gêmeos do mesmo sexo pode ser mais problemática.

Muitas vezes, a determinação da zigosidade é feita com base com base no exame da placenta e das membranas fetais. A existência de uma única placenta e membrana fetal indicaria um par monozigótico, enquanto os pares dizigóticos teriam duas placentas e duas membranas. No entanto, 1/3 dos gêmeos monozigóticos também se desenvolvem com duas placentas e duas membranas fetais e por isso esse exame não permite uma avaliação definitiva sobre o tipo de gêmeo (monozigótico ou dizigótico).

A decodificação do DNA (exame de DNA) é o melhor método para a avaliação da zigosidade. Amostras de sangue dos gêmeos ou outra forma de amostra física, tais como células da bochecha ou da placenta, podem ser testadas para uma série de marcadores genéticos. A concordância e a diferença entre as amostras são identificadas, e os resultados dos testes são geralmente relatados como uma razão de probabilidade dos gêmeos serem monozigóticos ou dizigóticos. No momento, esse teste de zigosidade é de difícil acesso para a população.

Alternativamente, pesquisas mostram que em cerca de 95% dos casos é possível determinar se os gêmeos são monozigóticos ou dizigóticos comparando suas semelhanças (como cor de cabelo, cor dos olhos, rosto). Pais, familiares e amigos muito próximos, sem dúvida, saberão identificar mesmo diferenças sutis entre gêmeos, mas gêmeos frequentemente confundidos por amigos e professores tem alta probabilidade de serem monozigóticos.

*Texto traduzido do site de nosso parceiro Registro Australiano de Gêmeos (www.twins.org.au)